quarta-feira, 30 de junho de 2010

Essa loucura que some durante o dia e volta durante a noite, completamente, não me deixando respirar. E os sonhos se agarram a mim e me derrubam no sono.

"A seu redor o mundo mudara, mas ele não. Realizara certos atos que jamais teria feito antes, mas ao longo das paredes de seus cérebros estavam as mesmas fotos, os mesmos arquivos com as mesmas velhas respostas para as mesmas velhas perguntas que ninguém mais esperava fossem perguntadas." Willian Kennedy

É um pensamento constante de que tenho que ter pensamentos. Aquele vazio na mente volta. Tento pensar nos objetivos que eu não tenho. Mas como posso pensar em uma coisa que nem ao menos existe? Então converso com os meus amigos imaginários na esperança de que eles resolvam a minha impulsão ou arranquem as lágrimas de mim e nunca mais me devolvam.
Sorrisos, esse tempo inconstante, um vinho e a falta de palavras.
Ainda há mágoa, mesmo depois de duas semanas. Mas hoje eu sei que não sou mais apta a guardar segredos. Não que eu vá contar pra todo mundo, mas eu simplesmente estou sobrecarregada. Meus ouvidos não podem mais processar esse tipo de coisa. Fiquem com os seus problemas, com os seus segredos e me deixem na minha solidão. Sei que é um vício e que preciso de pessoas, mas caio sempre pra dentro dessa solidão que me embala e me faz dormir. Um vício bom que pode me matar. E não é dessa morte que eu preciso.

"-De repente tudo parece diferente -disse ela. -Como se todos morrêssemos e não fôssemos para lugar algum." W.K.

Há felicidade. Há felicidade nesse ar de inverno, nessas folhas ainda caídas no chão, mas úmidas. Há felicidade nesse silêncio que, apesar de tudo, é bom. Há felicidade nesse dualismo, nessas frases ambíguas, nessa noite que se estende e vai me engolir. Há felicidade nos meus três quase livros. Há felicidade nessas minhas frases tão dignas de poemas. Há essa felicidade que não é completa nem inteira, mas existe.